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Nubank mostra a importância de construir awareness micro geolocalizado

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Em 2023, o Nubank anunciou que havia ultrapassado a marca de 85 milhões de clientes no Brasil. Parte expressiva desse crescimento veio de favelas e periferias, territórios historicamente ignorados pelo sistema bancário tradicional.

O mercado financeiro leu esse movimento como inclusão social. Que é, mas é também outra coisa.

É a comprovação de que quando uma marca consegue criar relevância dentro de uma microcomunidade geolocalizada, o crescimento orgânico se comporta de forma completamente diferente do que em mercados convencionais. A adoção espalha por redes de confiança. O custo de aquisição cai. A retenção é maior.

O problema é que a maioria das marcas ainda não tem instrumentos para replicar esse movimento com intencionalidade. Elas entram em comunidades com o mesmo playbook de campanhas de massa: segmentação por renda estimada, criativos genéricos, métricas de alcance.

E ficam se perguntando por que o resultado não vem.

A resposta está em como elas enxergam o território.

O erro de tratar microcomunidade como segmento demográfico

Quando uma agência de mídia segmenta uma campanha para “favelas e periferias”, o que está sendo feito na prática? Provavelmente uma combinação de renda estimada por setor censitário, dados socioeconômicos agregados e algum recorte de bairro ou CEP.

Isso descreve uma população. Mas não descreve um território.

Uma favela consolidada em São Paulo não é homogênea. Ela tem zonas comerciais com altíssima rotatividade de pessoas, ruas residenciais de acesso restrito, pontos de encontro comunitário, circuitos de mobilidade próprios que não aparecem em nenhum mapa de planejamento urbano convencional.

Uma marca que entra nesse território com um raio geográfico de 1 km centrado em um ponto arbitrário está capturando passantes, moradores de bairros adjacentes e pessoas que nunca vão interagir com aquela comunidade e tratando todos como a mesma audiência.

A segmentação demográfica não resolve esse problema. Ela descreve quem as pessoas são em média, mas não diz nada sobre como elas utilizam o espaço, em que horários circulam, quais são os pontos de maior concentração de atividade econômica, nem como a confiança se propaga dentro do território.

Para criar relevância em microcomunidades, o ponto de partida não é o perfil. É o comportamento territorial.

O que o GeoBehavior enxerga que o dado demográfico ignora

O GeoBehavior é uma abordagem de análise e segmentação que parte da leitura de padrões de presença física em territórios específicos. Em vez de atribuir a um dispositivo o perfil médio do setor censitário onde ele registrou atividade predominante, o GeoBehavior observa como esse dispositivo se comporta no espaço ao longo do tempo.

Isso inclui variáveis como frequência de presença, tempo de permanência, horários de visita e recorrência de retorno. Em conjunto, esses padrões permitem distinguir comportamentos que um raio geográfico simples nunca conseguiria separar.

Dentro de uma mesma comunidade, o GeoBehavior consegue identificar, por exemplo:

— Quem mora no território versus quem trabalha ali versus quem passa por ele durante a semana

— Quais são os pontos de maior concentração de atividade nas diferentes faixas de horário

— Quais dispositivos demonstram alta frequência em estabelecimentos comerciais específicos, sinalizando potencial de engajamento com determinadas categorias

— Quem tem padrão de permanência longa em um ponto, indicando vínculo real com o território em comparaçāo com quem aparece pontualmente

Essa leitura comportamental transforma o território em dado. E dado comportamental, em um ambiente de microcomunidade, é muito mais preciso do que qualquer inferência socioeconômica estática.

O Nubank não cresceu em favelas porque identificou um segmento demográfico subatendido. Ele cresceu porque encontrou os nós de confiança dentro de cada território e deixou o efeito de rede fazer o trabalho.

Marcas que conseguem mapear esses nós com dados comportamentais têm uma vantagem estrutural: elas sabem onde concentrar esforço para que a mensagem se propague por confiança, não por alcance pago.

Como construir relevância territorial com GeoBehavior

A construção de relevância em uma microcomunidade começa com a definição precisa do território. Não um raio circular. Um polígono geográfico que respeita os limites reais da comunidade, ruas, becos, divisas naturais e pontos de referência que definem onde aquele território começa e termina.

Com o polígono definido, o GeoBehavior permite segmentar dentro desse espaço por padrão comportamental. É possível criar audiências de quem frequenta o território com alta regularidade, quem tem padrão de permanência longa, sugerindo moradores ou trabalhadores fixos, e quem circula em horários de pico de atividade comercial.

Essa granularidade transforma o planejamento de mídia. Em vez de uma campanha genérica para “periferia de São Paulo”, é possível construir comunicações diferentes para perfis com padrões de presença distintos dentro de um mesmo território.

Uma marca de serviços financeiros, por exemplo, pode direcionar uma mensagem específica para o cluster de microempreendedores, identificados pela alta frequência em estabelecimentos comerciais locais e pelo padrão de presença em horário comercial e uma mensagem diferente para o cluster de moradores que demonstra padrão residencial estável.

Não são dois segmentos demográficos. São dois comportamentos dentro do mesmo território.

Após criadas, essas audiências podem ser ativadas em qualquer canal digital disponível via Audience Hub, de Instagram e TikTok a DV360 e Spotify, sem que o usuário precise ser identificado individualmente. O dado é comportamental e anonimizado; o que se transporta para a plataforma é o padrão, não a pessoa.

O problema que ninguém resolve: como saber se funcionou

Criar audiências baseadas em comportamento territorial resolve metade do problema. A outra metade é saber se a campanha gerou algum efeito real dentro daquele território.

A diferença importa muito mais em territórios densos, onde o crescimento se dá por confiança comunitária e não por escala de impressões. Uma campanha pode ter alto alcance medido e zero penetração real dentro do território.

É para esse gap que o Geo Brandlift foi desenvolvido.

Geo Brandlift e mensuração territorial

O Geo Brandlift é uma metodologia de mensuração que mede o efeito real de uma campanha dentro de um território específico, usando comportamento de presença física como sinal de resultado.

O mecanismo funciona da seguinte forma. Antes da campanha, é estabelecida uma linha de base comportamental do território, com que frequência dispositivos impactados aparecem em determinados pontos dentro da comunidade. Durante e após a campanha, esse padrão é monitorado para identificar variações estatisticamente significativas.

Dependendo do objetivo da campanha, as variáveis observadas mudam. Para uma marca de varejo buscando tráfego em ponto de venda, o Geo Brandlift mede variação de visitas ao estabelecimento. Para uma marca construindo awareness dentro de uma comunidade, o sinal monitorado pode ser variação de frequência de presença em pontos de alta concentração territorial, onde a marca tem algum tipo de presença física ou parceria.

Isso cria uma métrica que o mercado não conseguia gerar até hoje para esse tipo de estratégia: o incremento real de comportamento territorial atribuível à campanha.

Não é alcance. É presença. E em microcomunidades, presença é o que converte confiança em adoção.

Para marcas que querem replicar a lógica de crescimento do Nubank em territórios densos, o Geo Brandlift transforma uma estratégia de construção de relevância em algo mensurável, com um número concreto para defender em qualquer reunião de resultado.

O que o caso Nubank realmente ensina sobre território

O crescimento do Nubank em favelas e periferias não foi um acidente de alcance. Foi o resultado de um produto que se adaptou ao comportamento real daquele território, sem agência bancária, sem exigência de comprovante de renda, sem fricção de abertura e que encontrou nos nós de confiança comunitária o seu principal motor de expansão.

Marcas que querem construir relevância em microcomunidades a partir de uma estratégia de mídia precisam aprender a mesma lição: a porta de entrada não é o perfil socioeconômico. É o comportamento territorial.

GeoBehavior permite ler esse comportamento com precisão. Geo Brandlift permite medir se a campanha gerou efeito real dentro do território.

A combinação dos dois transforma microcomunidades, historicamente invisíveis para a mídia convencional, em territórios mensuráveis, ativáveis e, acima de tudo, estratégicos.

Favela não é demografia. É território. E território com comportamento mapeado é vantagem competitiva.

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Geohash: O que é, como funciona e porque importa

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Toda vez que um sistema de geolocalização recebe um par de coordenadas, latitude e longitude,  ele enfrenta um problema fundamental: coordenadas brutas são contínuas. O planeta não tem fronteiras naturais entre um ponto e o seguinte. Mas bancos de dados precisam de fronteiras. Precisam de índices. Precisam de uma forma de perguntar “quais registros estão perto deste ponto?” sem varrer 500 bilhões de entradas uma por uma.

É exatamente para resolver esse problema que o Geohash existe.

O que é Geohash

Geohash é um sistema de indexação espacial que converte qualquer par de coordenadas geográficas em uma string alfanumérica curta. Essa string não representa um ponto, representa uma célula retangular da superfície terrestre. Quanto mais longa a string, menor e mais precisa é a célula.

O sistema foi criado em 2008 por Gustavo Niemeyer e colocado em domínio público. Desde então, tornou-se um dos padrões mais utilizados em bancos de dados geoespaciais, presente em soluções como Elasticsearch, MongoDB, Redis e sistemas distribuídos em escala.

A lógica central é elegante: em vez de indexar coordenadas com dois eixos independentes (latitude e longitude), o Geohash colapsa os dois eixos em uma única string linear. Isso transforma um problema bidimensional em um problema de busca por prefixo, operação que qualquer banco de dados resolve com eficiência.

Como o algoritmo funciona

O processo começa dividindo o planeta ao meio, repetidamente.

Passo 1 – Divisão binária recursiva

O algoritmo parte da longitude total (−180° a +180°) e da latitude total (−90° a +90°). Para cada coordenada, ele pergunta: o valor está na metade esquerda ou direita do intervalo? A resposta gera um bit: 0 para esquerda/baixo, 1 para direita/cima. O intervalo é então dividido ao meio novamente, e o processo se repete.

Passo 2 – Intercalação de bits

Os bits de longitude e latitude são intercalados alternadamente, longitude, latitude, longitude, latitude, gerando uma única sequência binária. Esse entrelaçamento é o que garante que pontos geograficamente próximos tendam a ter strings similares. A sequência resultante traça o que matemáticos chamam de curva Z (ou curva de Morton): um caminho que percorre o espaço preservando, em alguma medida, a proximidade espacial.

Passo 3 – Codificação em Base32

A sequência binária é dividida em grupos de 5 bits. Cada grupo é convertido em um caractere do alfabeto Base32,  que usa dígitos de 0 a 9 e letras, excluindo propositalmente a, i, l e o para evitar confusão visual com outros caracteres.

O resultado é uma string como 6gyf4bf, que representa não um ponto, mas um retângulo de aproximadamente 76 metros por 76 metros no mapa.

Precisão hierárquica

Uma das propriedades mais úteis do Geohash é sua hierarquia. Cada caractere adicionado à string aumenta a precisão da célula, subdividindo o retângulo anterior em 32 partes menores.

ComprimentoDimensão aproximada da célula
1 caractere~5.000 km × 5.000 km
3 caracteres~78 km × 78 km
5 caracteres~2,4 km × 2,4 km
6 caracteres~0,61 km × 1,22 km
7 caracteres~76 m × 76 m
9 caracteres~4,8 m × 4,8 m

Isso significa que dois geohashes com prefixo comum compartilham a mesma região. 6gyf4 e 6gyf4bf estão no mesmo bairro. 6gyf e 6gye estão em regiões adjacentes. A estrutura de prefixo permite buscas de proximidade extremamente eficientes: em vez de calcular distâncias para todos os pontos do banco, o sistema filtra primeiro pelos geohashes relevantes e refina depois.

Isso é especialmente valioso em escala. Quando você trabalha com centenas de milhões de registros de dispositivos, cada um com múltiplos sinais de localização ao longo do tempo, a capacidade de agrupar e filtrar por prefixo geohash é o que torna o processamento viável.

O problema de borda: o caso que a intuição ignora

O Geohash tem uma característica contraintuitiva que qualquer sistema de geolocalização precisa tratar com cuidado.

A propriedade de prefixo compartilhado vale em um sentido, mas não no outro: dois pontos geograficamente próximos nem sempre têm prefixos em comum. Isso acontece quando os dois pontos estão em lados opostos de uma linha divisória do algoritmo.

O exemplo mais claro: um ponto na margem norte de um rio e outro na margem sul, separados por 20 metros. Se o algoritmo tiver dividido o planeta exatamente naquele meridiano ou paralelo, os dois pontos terão geohashes completamente diferentes, como se estivessem em regiões distintas.

O mesmo acontece em locais próximos ao meridiano de Greenwich (0°), ao Equador, ao meridiano de 180°, e aos polos. Nesses limites, a correspondência entre proximidade física e proximidade de prefixo quebra.

A solução padrão é sempre consultar também as 8 células vizinhas de qualquer geohash de interesse, norte, sul, leste, oeste e as quatro diagonais. Em termos práticos, isso significa que uma busca de proximidade eficiente via Geohash não é uma consulta de prefixo simples, mas uma consulta de 9 prefixos simultâneos.

Por que isso importa para quem trabalha com dados de localização

Para profissionais de mídia e marketing, o Geohash raramente aparece em interfaces, mas está por baixo de praticamente toda operação de geolocalização em escala.

Quando uma plataforma processa sinais de GPS de milhões de dispositivos para identificar padrões de visita, ela não opera sobre coordenadas brutas. Ela indexa esses sinais em células geohash, agrupa os dados por célula, e executa as análises sobre esses agrupamentos. A célula é a unidade fundamental de processamento.

Isso tem implicações diretas na forma como audiências baseadas em localização são construídas:

Granularidade de análise. O nível de precisão escolhido para o Geohash determina a resolução da análise. Geohashes de 6 caracteres (~610m × 1,2km) são úteis para análises de bairro e fluxo urbano. Geohashes de 7 ou 8 caracteres (~76m × 76m) permitem trabalhar na escala de quarteirões e estabelecimentos. A escolha do nível não é arbitrária, ela define o que o sistema consegue distinguir.

Agregação e anonimização. Agrupar sinais de localização em células geohash é também uma das técnicas utilizadas para trabalhar com dados de forma agregada e anônima, sem expor trajetórias individuais. Em vez de tratar cada registro como um ponto único vinculado a um dispositivo, o sistema trabalha com densidades por célula.

Eficiência em escala. A principal razão do Geohash ter se tornado um padrão é operacional: ele permite que sistemas distribuídos particionem e paralelizem o processamento de dados geoespaciais de forma previsível. Cada célula é uma fatia independente do espaço, e pode ser processada de forma independente.

Geohash no contexto de indexação espacial

O Geohash não é o único sistema de indexação espacial existente. Existem alternativas com características distintas:

S2 Geometry (Google): usa uma projeção esférica diferente e células hierárquicas sem as distorções de latitude do Geohash. Adotado em sistemas que precisam de maior precisão geométrica global.

H3 (Uber): usa grade hexagonal em vez de retangular. Hexágonos têm a propriedade de manter distâncias mais uniformes entre centros de células vizinhas, o que favorece análises de fluxo e densidade.

Quadtrees e R-trees: estruturas de árvore usadas principalmente em bancos de dados geoespaciais relacionais, com vantagens em consultas de polígonos complexos.

O Geohash persiste como padrão amplamente adotado por uma combinação de simplicidade, legibilidade humana e compatibilidade com qualquer banco de dados que suporte indexação de strings, uma vantagem prática enorme em ambientes de engenharia heterogêneos.

O código que você não vê, mas que está em todo lugar

Quando dados de geolocalização de centenas de milhões de dispositivos precisam ser armazenados, consultados e processados em escala de tempo real, a escolha da estrutura de indexação não é detalhe de implementação, é a base sobre a qual toda a inteligência subsequente se apoia.

O Geohash resolve um problema que não aparece no briefing de nenhuma campanha, mas que está presente em toda operação de segmentação baseada em localização: como transformar coordenadas contínuas em unidades discretas que um sistema computacional consegue indexar, comparar e agregar com eficiência.

Entender como essa grade invisível funciona, sua lógica hierárquica, suas propriedades de prefixo, seus casos de borda, é parte do que separa quem usa geolocalização como recurso de quem a entende como infraestrutura.

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Limites de plataformas, unificação de dados e integrações são barreiras para personalização em escala. Mas já existem alternativas.

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A personalização no marketing e na mídia já deixou de ser um diferencial e virou uma expectativa real de anunciantes e audiências, mas, quando a conversa sai do conceito e vai para prática, com execução em escala, os desafios aparecem.

É comum ver estratégias bem desenhadas e mapeadas, mas com entregas limitadas e sem escala dentro das próprias plataformas de mídia. Isso não invalida a operação, mas cria um teto de performance quando o objetivo é escalar mantendo a estratégia, o foco e a performance, sem fazer uso de alternativas como o look-a-like que, que apesar de dar escala, tende a transferir a inteligência e aprendizado para os algoritmos das plataformas, deixando de ser um ativo próprio e estratégico das marcas. Isso sem contar que, como o look-a-like não abre os parâmetros e critérios utilizados para busca de similares, ele pode considerar, ou descartar, critérios chave da audiência inicial.

O desafio normalmente ocorre por diversos desafios, como: plataformas, disponibilidade e unificação de dados, opt-in, segurança, legislação, governança e integração.

Enquanto o 1st Party Data tende a ser o mais preciso, pronto e disponível para personalização, existe o desafio do optin e das chaves que permitem o match nas plataformas; email e telefone que sejam os mesmos das contas nessas plataformas. Além disso, ele direciona personalização apenas para os consumidores atuais e não para novas audiências (salvo uso de look a like).

Uma alternativa interessante, mas ainda pouco utilizada, é o 2nd Party Data, que podemos trazer dados com os mesmos critérios e atributos do 1st Party Data, porém de novos usuários, permitindo assim a criação de novas audiências, ampliando o alcance com a mesma estratégia. Porém, aqui também os mesmos desafios, principalmente de disponibilidade e integração de dados.

É justamente para atender esse tipo de desafio, e oportunidade, que a Hands desenvolveu o Audience Hub, sua plataforma de Precision Marketing, que permite o uso de seu próprio data lake, com bilhões de dados de +180 milhões de usuários, e o uso de dados de data providers parceiros, já integrados com as principais plataformas de mídia, de forma criptografada via as APIs oficiais.

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Quando a IA nivela tudo, o comportamento real se torna o único dado que resiste

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Um artigo publicado na revista Trends in Cognitive Sciences por cientistas da computação e psicólogos aponta que o uso crescente de chatbots de IA está associado à homogeneização da expressão humana: estilos linguísticos, perspectivas e estratégias de raciocínio passam a convergir entre os usuários das mesmas ferramentas.

O estudo foca no impacto cognitivo e o impacto na publicidade é mais imediato. Se a IA achata linguagem em larga escala, a produção de conteúdo publicitário com IA vai convergir para o mesmo padrão: mesmo tom, mesma estrutura, mesma cadência. Criativos pasteurizados. Campanhas que soam como todas as outras campanhas. A diferença entre uma campanha de varejo e outra hoje é cada vez mais de orçamento, não de linguagem.

A saída não é deixar de usar IA. É alimentá-la com contexto específico de cada cluster,  comportamento, território, referência cultural, gíria local. Quando isso acontece, o output para de ser genérico e começa a ser relevante. É exatamente a lógica que o Nubank aplicou em favelas e periferias: não uma campanha nacional de inclusão, mas comunicações calibradas para a dinâmica de cada território.

O resultado foi crescimento por redes de confiança, não por alcance pago.

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