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1st, 2nd e 3rd Party Data: de onde vêm os dados que você usa nas suas campanhas?
Todo profissional de mídia digital trabalha com dados. Dados para segmentar, para qualificar audiências, para tomar decisão de compra. Mas existe uma pergunta que raramente é feita com a devida atenção: de onde esse dado veio?
A origem do dado não é detalhe técnico. Ela determina o nível de confiança que você pode ter nele, o grau de exclusividade que a sua campanha vai ter e, cada vez mais, o quanto isso está alinhado com as regras de privacidade que o mercado e a lei exigem.
O mercado usa três categorias para classificar a origem dos dados: 1st Party Data, 2nd Party Data e 3rd Party Data. Entender a diferença entre elas é entender por que duas campanhas com “público semelhante” podem ter resultados completamente diferentes.
1st Party Data: o dado que você mesmo gerou
1st Party Data é qualquer dado coletado diretamente pela sua própria marca, a partir da relação com seus próprios usuários ou clientes.
Isso inclui:
- Cadastros e formulários preenchidos no seu site
- Histórico de compras no e-commerce ou CRM
- Dados de uso do seu aplicativo
- Listas de e-mail de clientes ativos
- Dados de atendimento, SAC ou interações diretas
É o dado com maior nível de confiança porque a relação é direta, você sabe exatamente quem forneceu aquela informação, em qual contexto e com qual consentimento. É também o dado com maior valor estratégico, porque é exclusivo: nenhum concorrente tem acesso a ele.
A limitação é escala. Uma marca com 50 mil clientes cadastrados tem 50 mil registros, e por mais valiosos que sejam, não são suficientes para alimentar campanhas de grande alcance sem complementação.
2nd Party Data: o dado de parceiros com quem você confia
2nd Party Data é, na prática, o 1st Party Data de outra empresa, compartilhado com você por meio de uma parceria estratégica e com relação de confiança estabelecida entre as duas partes.
Um exemplo concreto: uma rede varejista firma uma parceria com uma marca de bens de consumo e compartilha dados de comportamento de compra dos seus clientes. Esses dados são 1st party para o varejista e se tornam 2nd party para a marca parceira.
O 2nd Party Data equilibra confiança e escala: você não coletou o dado, mas sabe exatamente quem coletou, como e com qual propósito. A exclusividade é menor do que o 1st party, mas é infinitamente maior do que comprar dado de mercado aberto.
O ponto crítico aqui é o acordo. Dado de parceiro sem transparência sobre origem e metodologia de coleta não é 2nd party, é dado de qualidade desconhecida com embrulho de parceria.
3rd Party Data: dado comprado no mercado aberto
3rd Party Data é o dado adquirido de terceiros que não têm relação direta com o seu negócio nem com os seus clientes. São os segmentos comprados em marketplaces de dados, disponíveis para qualquer anunciante que pague pelo acesso.
A vantagem é escala: volumes enormes de dados, prontos para ativação. A desvantagem é que esse dado é, por definição, não exclusivo. Se você comprou o segmento “interessados em viagens”, seu concorrente direto pode comprar exatamente o mesmo segmento e impactar as mesmas pessoas.
Além disso, o 3rd party data carrega uma incerteza estrutural: você raramente sabe com precisão como aquele dado foi coletado, há quanto tempo, se o consentimento foi obtido corretamente ou se a metodologia de inferência é confiável. Com o avanço da LGPD e das políticas de privacidade das plataformas, o 3rd party data vem perdendo relevância e disponibilidade progressivamente.
Por que a origem do dado importa na prática
Pense em dois anunciantes do setor automotivo. Ambos querem atingir pessoas que visitaram concessionárias nos últimos 30 dias.
O primeiro usa um segmento de 3rd party de um marketplace de dados: “interessados em automóveis”. Ele não sabe como esse interesse foi inferido, se foi por busca no Google, por conteúdo consumido ou por declaração em cadastro. Não sabe há quanto tempo esse dado foi coletado. E sabe que qualquer outra montadora pode estar ativando o mesmo público ao mesmo tempo.
O segundo usa audiências GeoBehavior: clusters de pessoas que estiveram fisicamente em concessionárias específicas, com frequência mínima de visitas e tempo de permanência suficiente para distinguir quem foi ver um carro de quem simplesmente passou na calçada. Esse dado é comportamental, verificável e, porque deriva de plataforma proprietária, não está disponível para qualquer concorrente.
Os dois estão “usando dados”. Mas a diferença em termos de qualidade, exclusividade e confiabilidade é estrutural.
O que tudo isso tem a ver com LGPD
A Lei Geral de Proteção de Dados exige que o uso de dados pessoais esteja ancorado em base legal, e o consentimento é apenas uma das bases possíveis. O ponto prático para quem trabalha com mídia é simples: quanto mais distante você está da origem do dado, mais difícil é garantir que aquele dado foi coletado e está sendo utilizado dentro da legalidade.
Dado de 1st party tem origem rastreável. Dado de 2nd party tem relação contratual com quem coletou. Dado de 3rd party comprado em marketplace pode ter passado por várias mãos antes de chegar até você, e a responsabilidade, em caso de irregularidade, pode recair sobre quem está usando, não só sobre quem coletou.
Esse não é um argumento para não usar dados de terceiros. É um argumento para saber exatamente o que você está usando e por quê.
1st, 2nd ou 3rd: qual usar?
A resposta honesta é: depende do que você quer fazer e do que está disponível.
A lógica ideal é usar camadas: comece pelo seu 1st party data como âncora de qualidade, expanda com 2nd party quando tiver parcerias confiáveis, e use 3rd party com critério, priorizando fornecedores com metodologia auditável, não apenas volume.
Nesse contexto, dados como os gerados pelo GeoBehavior da Hands ocupam uma posição específica: são dados comportamentais coletados com metodologia própria, baseados em presença física verificada, e transformados em audiências exclusivas que não estão disponíveis em marketplaces abertos. Não são 1st party no sentido estrito, porque não vieram da sua marca, mas tampouco são 3rd party genérico. São dado qualificado, com origem conhecida e processo auditável.
A distinção importa. Porque no final, o dado que você usa define a qualidade da audiência que você cria. E a qualidade da audiência define o resultado da campanha.
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Brasil em Cannes: os cases que ganharam Leões

O Brasil voltou a mostrar em Cannes uma força que vai além da criatividade pela criatividade. Os cases premiados combinam cultura, mídia, tecnologia, comportamento e ideias simples de entender, exatamente o tipo de construção que transforma campanhas em conversa.
O principal destaque foi “Cupom em Campo”, da GUT São Paulo para Mercado Livre, vencedor do Grand Prix em Outdoor. A campanha transformou o gramado do Pacaembu em um código de barras gigante, permitindo que o público escaneasse a imagem durante a transmissão de uma partida e acessasse descontos em tempo real.
A LePub também levou Ouro com “Podia ser uma Heineken”, campanha criada para Heineken que conectou mídia exterior, comportamento social e o convite para encontros presenciais. Já a VML conquistou Ouro com “The Last Coke in the Desert”, para Coca-Cola, ao valorizar pequenos comerciantes que mantêm a bebida gelada mesmo em regiões remotas.
Na área de Health & Wellness, a Publicis Brasil foi premiada com “Save the Day”, para o Grupo Pulsa, iniciativa que transformou o dia de folga após a doação de sangue em uma oportunidade para jogar, aproximando a causa do universo gamer.
A Africa Creative também apareceu entre os Ouros com “Searching for Birds on Wires”, para Abradee, usando o áudio como ferramenta para chamar atenção aos riscos enfrentados por aves em fios elétricos.
Outro destaque veio em Design, com “Dancebook Brasil”, da Lovely para Bradesco, projeto que registrou danças brasileiras em partituras coreográficas, preservando movimentos culturais como samba, frevo, toada e chula.
Mais do que celebrar troféus, os cases brasileiros mostram uma direção importante: criatividade premiada hoje não vive só da grande ideia. Ela precisa conectar contexto cultural, uso inteligente de mídia, comportamento real e uma execução simples o suficiente para ser entendida rápido e forte o suficiente para circular.
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Data Lions: quando o uso dos dados ajuda a criar novas idéias e experiências.

O Creative Data Lions surgiu em 2015 como resposta a uma mudança de mercado: o dado deixava de ser camada de mensuração para virar matéria-prima de criação, de produtos, serviços e experiências, não só de argumento de campanha.
A categoria nasceu para reconhecer trabalhos em que dados, tecnologia, estratégia e criatividade atuam juntos para gerar impacto real. Não basta usar dado como prova de resultado. O ponto é mostrar como a inteligência de dados pode ser a base da própria ideia, o esqueleto, não a maquiagem.
Logo no primeiro ano, a categoria recebeu 609 inscrições e premiou 28 trabalhos. O júri decidiu não dar Grand Prix naquela edição, justamente por entender que a régua ainda estava sendo desenhada.O Brasil apareceu com um Leão de Bronze para “Meeting Murilo“, da Huggies/Kimberly-Clark (agência Mood).
O primeiro Grand Prix só veio na edição seguinte, em 2016: “The Next Rembrandt“, para o ING, criado pela J. Walter Thompson Amsterdam, um quadro impresso em 3D, treinado com dados de 346 pinturas originais de Rembrandt, que também levou o Grand Prix de Cyber no mesmo ano.
Para nós da Hands, Creative Data sempre foi a parte da premiação com maior expectativa, não pelo tema em si, mas porque conversa direto com como enxergamos mídia, comportamento e tecnologia: dado não como fim, mas como infraestrutura para criar contexto, resolver problema e gerar ação.
Em 2026, a categoria recebeu 391 inscrições e premiou 13 cases: 1 Grand Prix, 2 Ouros, 4 Pratas e 6 Bronzes. O Brasil chegou com 5 finalistas e converteu 2 Leões, Prata para “Unwatched Goals“, da Africa Creative para a Brahma, e Bronze para “Nigrum Corpus“, da Artplan para IDOMED e Instituto Yduqs (que também levou o Grand Prix de Glass: The Lion for Change nesta edição, tornando-se a primeira campanha brasileira a vencer dois Grand Prix diferentes na história do festival).
O Grand Prix mostrou onde a régua está agora
O Grand Prix de Creative Data 2026 foi para “SOS POS“, criado pela Circus Grey Lima para o BCP, o maior banco do Peru. E o que esse case prova é o oposto do que a maioria do mercado assume sobre “dado criativo”: não é sobre complexidade, é sobre encontrar um problema e entender como o uso inteligente de dados pode resolvê-lo, nesse caso ainda com o brilhantismo de utilizar uma infraestrutura já existente.
O ponto de partida é um problema concreto: no Peru, mais de 4 mil celulares são roubados por dia. O ladrão desbloqueia o aparelho em minutos e esvazia contas pelos apps bancários antes que a vítima consiga reagir. Todo banco tem linha de emergência para bloqueio, mas como ligar sem o celular? A pessoa depende de pedir emprestado, ou correr até uma agência, perdendo os minutos que mais importam.
A resposta do BCP não foi criar um canal novo, foi reaproveitar uma infraestrutura que já está em praticamente toda esquina: a maquininha de cartão. O POS (máquina de cartão de crédito) deixou de ser só ponto de venda e virou ponto de bloqueio de emergência. A vítima vai até o comércio mais próximo, digita documento e senha em qualquer maquininha participante, e a conta é bloqueada na hora, sem app, sem ligação, sem depender do aparelho roubado. O banco mapeou as regiões de maior incidência de furto e instalou mais de 17,5 mil pontos de bloqueio, cada um a menos de dois minutos de distância, com meta de chegar a 120 mil ao longo de 2026.
O que faz esse case ser forte em Creative Data não é sofisticação técnica, é o contrário disso. A ideia usa dados de localização (onde o roubo acontece mais), dado de autenticação (documento + senha) e uma rede física já madura (a malha de POS) para resolver, em minutos, um problema que hoje custa horas. Simples, rápido, escalável, e sem inventar nenhuma tecnologia nova. A criatividade estava em reconhecer que o dado certo já existia dentro de um sistema que ninguém tinha pensado em usar daquele jeito.
É a mesma lógica que sustenta qualquer estratégia de segmentação geolocalizada: o valor não está em coletar mais dados, está em reconhecer o padrão que já está ali, visita, frequência, permanência e transformar isso em ação no momento certo. O SOS POS não inventou uma nova camada de dado. Ele leu o que já tinha, e resolveu um problema real com ela.
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Hands em Cannes: conteúdo, relacionamento e Brasil na torcida

A Hands esteve na 73ª edição do Cannes Lions, o principal festival internacional de criatividade. Realizado anualmente na Riviera Francesa, o evento reúne agências, anunciantes, produtoras, big techs, creators, plataformas e lideranças que ajudam a definir os próximos movimentos da indústria.
Em 2026, o festival recebeu mais de 13 a 15 mil profissionais de mídia, tecnologia e publicidade de mais de 90 países, além de mais de 500 speakers e 150 horas de conteúdo ao longo da semana. Na premiação, foram 20.050 inscrições vindas de 92 países, queda de 25,46% em relação às 26.900 inscrições de 2025. A redução veio no mesmo ano em que o Cannes Lions adotou padrões mais rígidos de integridade para as inscrições, em resposta a debates sobre autenticidade, uso de IA, resultados inflados e transparência dos cases.
Nesta edição, a maior expectativa era entender como a inteligência artificial entraria na pauta depois de um 2025 marcado por debates, excessos e dúvidas sobre seu impacto real na criatividade, nos negócios e na operação de marketing.
Ao longo da semana, ficou claro que a discussão sobre IA já não é mais uma discussão sobre novidades. O tema apareceu conectado à criatividade, produtividade, reputação, cultura, confiança e, principalmente, à capacidade das marcas de manterem relevância em um ambiente cada vez mais automatizado.
Demis Hassabis, cofundador e CEO do Google DeepMind, dimensionou a escala da mudança em conversa no palco do Palais: nos próximos 10 a 15 anos, disse ele, a IA pode inaugurar “quase uma nova era humana”. A fala ajuda a entender por que o tema deixou de ser tendência lateral e virou centro da agenda, mas também é bom lembrar que é a visão de quem lidera um dos laboratórios que mais lucra com essa aceleração. Vale ouvir, não vale comprar sem checar.
Byron Sharp, do Ehrenberg-Bass Institute, maior centro de pesquisa de marketing do mundo, localizado na University of South Australia, e escritor do livro How Brands Grow (Como as Marcas Crescem), puxou a conversa de volta pra disciplina, dividindo palco com Mark Ritson numa sessão que lotou o Debussy Theatre. O ponto central deles: o trabalho de marca não é sobre o que a marca significa, é sobre o que evoca a marca, ativos distintivos, repetidos sem cansar, por tempo suficiente pra virarem atalho de memória. A provocação prática foi: todo mundo diz acreditar em consistência, mas a maioria das marcas muda de assinatura visual, tom e formato antes mesmo do público reparar que aquilo virou reconhecível. Automação e produção em massa de conteúdo turbinam exatamente esse problema, geram mais variação, não mais consistência.
Onde a conversa humana virou vantagem competitiva
Laura Nestler, EVP de Community do Reddit, levou a discussão para outro território: num mundo saturado de conteúdo gerado por IA, a conversa humana real, estranha, contraditória, imperfeita, passa a carregar sinal que nenhum modelo sintetiza de graça. É por isso que o Reddit chegou a Cannes 2026 vendendo justamente isso como diferencial de plataforma: inteligência de comunidade que “máquinas sozinhas não replicam”. Não é discurso sobre autenticidade, é posicionamento comercial direto contra o excesso de conteúdo gerado por IA que está inundando todo o resto da internet.
Asmita Dubey, Chief Digital & Marketing Officer da L’Oréal, trouxe um dado difícil de ignorar: hoje existem meio milhão de pessoas falando em nome das marcas da L’Oréal de forma autêntica, os creators. E ela também apontou pra onde a disputa está indo em seguida: como LLMs viram a nova porta de entrada pra descoberta de produto, a pergunta que toda marca vai precisar responder é se ela está sendo citada na “camada de resposta” desses modelos, o novo campo de batalha de SEO, só que sem clique, sem página, sem controle editorial da marca sobre o que é dito.
Tessa Lyons, VP de Produto do Instagram, esteve no palco da Rotonde com o artista Daniel Arsham, que cria esculturas e instalações surrealistas que transformam objetos modernos do nosso quotidiano como carros, consoles de videogames e personagens da cultura pop em artefatos desgastados pelo tempo, utilizando materiais como cinza vulcânica, selenita, quartzo e cristal. O papo abordou como ferramentas de IA podem ampliar repertório e velocidade de produção, mas sem que isso substitua a intenção criativa humana por trás da ideia. O deslocamento que a sessão propôs foi menos “IA substituindo pessoas” e mais “como ferramentas escalam produção sem esvaziar critério”.
Oprah Winfrey, apresentadora, produtora, empresária e uma das maiores personalidades da mídia global, foi homenageada com o Cannes LionHeart 2026, uma das principais distinções do festival para lideranças que usam criatividade, influência e voz pública para gerar impacto positivo. Em conversa com Phil Thomas, chairman do Cannes Lions, no Lumière Theatre, ela levou a discussão para intenção, confiança e legado. A frase que resume o tom da participação foi “my heart is my brand”: a ideia de que marca forte não nasce apenas de alcance, consistência visual ou presença midiática, mas de uma verdade reconhecível por trás de tudo o que se comunica.
REC Maison by Hands
A nossa presença em Cannes foi além da agenda “oficial” do Festival e contou com um espaço especial na Riviera Francesa.
Em parceria com o Reclame e o Multishow marcamos presença com a REC Maison by Hands, uma casa aonde recebemos clientes, parceiros e profissionais do mercado para cafés, drinks e conversas ao longo da semana.
O grande momento da Maison foi o dia do jogo do Brasil vs Escócia, no qual recebemos mais de 300 pessoas para torcer juntas pelo Brasil em pleno território francês. E acho que deu sorte heim!

Confira mais sobre a Rec Masion by Hands aqui e aqui.
Cobertura Hands + Reclame / Multishow
Além dos encontros presenciais, a Hands também esteve conectada à cobertura do Reclame no Multishow, acompanhando bastidores, entrevistas e análises sobre os principais acontecimentos do Cannes Lions.

Cannes 2026 repetiu “IA” em todo palco relevante. Mas o padrão dos cases premiados foi outro: quando qualquer marca produz volume infinito com um prompt, volume vira o mínimo esperado, não vantagem. O Grand Prix de Creative Data não foi pra quem coletou mais dados, foi pra quem reconheceu o dado certo dentro de uma infraestrutura que ninguém tinha pensado em reaproveitar. É a mesma lógica que sustenta tudo o que a Hands faz: a vantagem não está em produzir mais, está em provar que o dado é comportamento real, não simulação.
Quatro pontos se destacaram: (1) a criatividade segue central, mas precisa estar cada vez mais conectada a contexto e aqui que os dados podem fazer a diferença; (2) o dado deixou de ser apenas ferramenta de segmentação e passou a ser infraestrutura para sustentar a tese dos projetos e cases; (3) comunidades estão ganhando mais peso do que recortes demográficos genéricos e (4) a inteligência artificial já começa a ocupar a operação de mídia, distribuição e otimização, mas ainda não substitui a criatividade, sendo na verdade uma ferramenta que precisa ser considerada para dar maior escala, customização e experiência para as idéias.
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