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Precision Marketing: por que a segmentação vem antes de tudo

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Existe uma sequência de decisões que define se uma campanha de mídia vai ser eficiente ou só vai ter alcance. Essa sequência raramente é discutida de forma direta, mas ela está por trás de quase toda diferença entre uma campanha que realmente vai impactar o target desejado em uma campanha.

Pela inércia, muitas vezes uma campanha nasce com a definição dos Canais, e depois com a segmentação que será feita, já com base nas possibilidades dos Canais escolhidos.

Porém, existe uma outra forma de se fazer isso, tendo como lógica de que:
primeiro você define quem você gostaria de impactar, através de uma analise profunda e detalhada de como utilizar dados para chegar numa segmentação que defina uma audiência o mais próximo possível do universo real do seu target.

E só depois você decide Onde (Canais) e Como (Formato e Conteúdo) você vai ativar, e quais KPIs da campanha.

Isso é Precision Marketing.


O que Precision Marketing não é

Antes de definir o que é, vale eliminar algumas confusões comuns.

Precision Marketing não é sinônimo de mídia programática. Você pode comprar mídia programática com segmentações genéricas, utilizando inteligência de dado, mas com base em critérios, atributos e filtros mais amplos. E, por outro lado, você pode operar com princípios de Precision Marketing em canais que não são programáticos.

Então, Precision Marketing e Mídia Programática são princípios independentes, que podem ou não, operar em conjunto.

Não é também exclusividade do digital. A lógica de construir audiências qualificadas antes de decidir canal se aplica a OOH, a push notification, a e-mail marketing, e a qualquer ponto de contato onde a decisão de quem impactar, de forma estratégica e direcionada por dados, precede a decisão de onde veicular.

E também não é sobre pagar mais barato. Estratégias de Precision Marketing pode ter custos unitários maiores de mídia ou de aquisição de dados, porém o que deve ser analisado é o custo benefício como um todo, entendendo que é um tipo de estratégia que tende a minimizar ao máximo o desperdício de investimento, eliminando audiências, ou parte de uma audiência, que não esteja diretamente relacionada ao objetivo da Campanha.


O framework: três etapas em ordem

Precision Marketing é uma abordagem que organiza a estratégia de mídia em três etapas que precisam acontecer nessa ordem:

1. Universo

O ponto de partida é sempre entender com quem você realmente quer falar.

Se não existissem desafios de dados e segmentação, e “tudo fosse possível”, qual seria a audiência dos sonhos para sua campanha?

Sem estar preso apenas a demografia, contexto editorial, comportamento em redes sociais ou de busca, pense fora da caixa, o que define com maior precisão o target ideal? E como quantifica-lo?

Esse é o ponto de partida para uma estratégia de Precision Marketing.

2. Dados e Segmentação

Com o entendimento claro do universo, e o que o define, entra o trabalho mais estratégico de Precision Marketing, quais tipos de dados ajudam a definir o target ideal, e como é possível obte-los, já considerando como transformá-los em audiência ativável: privacidade, LGPD, chave única para match etc.

Aqui costuma entrar o papel estratégico do 2* Party Data.

Normalmente o 3* Party Data apresenta audiências prontas e “blocadas”, sem muita transparência e, principalmente, sem a possibilidade de refinamentos, ajustes e calibragens.

Já com o 2* Party Data, com maior transparência sobre os dados, atributos, critérios e filtros, é possível refinar as audiências para chegar o mais próximo do ideal, em algumas vezes, chegando literalmente no ideal.

Com essa Segmentação pronta, o desafio passa a ser então o de buscar essa audiência no mundo digital, através de Canais de Mídia que consigam identificar os usuários selecionados através do match com a “chave única disponível”.

3. Ativação

Só depois de ter o cluster qualificado é que a decisão de canal entra na equação. Em quais plataformas essa audiência está presente? Em qual contexto a mensagem vai ter mais aderência? Faz sentido ativar em múltiplos canais simultaneamente ou sequencialmente?

A ativação é a última decisão, não a primeira. Canal é consequência da audiência, não o contrário, e essa etapa também tem seu papel estratégico.

A busca pelas canais acontece através do match, ou seja, capacidade de encontrar os usuários selecionados nos canais de mídia.

Esse match pode acontecer através de “chaves únicas”, ou seja, dados únicos de usuários que estejam presentes na segmentação e também nos canais de mídia, como: email, telefone, CPF, ADID etc. Por questões de privacidade, e segurança, esses dados não são trafegados de forma “aberta” e costumam ser criptografados em formatos padrão de mercado, como o SHA-256, que já falamos por aqui.


Por que a ordem importa

Muitas campanhas começam pelo Canal. A intenção de, por inércia, estar no Instagram, no Facebook, no TikTok, no Google, no YouTube, direciona o planejamento a tentar encontrar alguma segmentação dentro da plataforma que se aproxime do público desejado.

Esse processo produz campanhas que encaixam o target dentro da audiência possível do canal.

Quando a sequência se inverte, Universo → Dado → Segmentação → Canal, a pergunta muda. Em vez de “como eu melhor segmento dentro deste Canal?”, a pergunta passa a ser “Em qual Canal eu melhor encontro essa segmentação?”.

A diferença não é filosófica. É operacional. E ela aparece nos números.


Relevância como métrica primária

Precision Marketing tem uma métrica implícita que governa todas as outras: relevância da mensagem para o cluster impactado.

Relevância não é medida diretamente, ela aparece como proxy em taxas de engajamento, conversão, visita ao PDV, tempo de interação. Mas a lógica é simples: quanto mais a mensagem se encaixa no momento e no perfil de quem a recebe, maior a probabilidade de qualquer ação desejada acontecer.


O papel do dado geolocalizado nessa lógica

Dado de geolocalização comportamental, o GeoBehavior, é um dos instrumentos mais poderosos disponíveis para operacionalizar Precision Marketing porque resolve um problema fundamental: como verificar comportamento real sem depender de declaração.

Quando alguém frequenta uma academia três vezes por semana, isso é comportamento verificado. Não é interesse declarado em formulário, não é inferência a partir de conteúdo consumido, não é modelagem estatística sobre similaridade demográfica. É presença física registrada, com frequência, horário e permanência documentados.

Esse nível de evidência é o que transforma dado em inteligência, e inteligência em segmentação que tem razão de existir.

O mesmo vale para AppBehavior: apps instalados como comportamento verificado, não declarado. Para dados de parceiros com metodologia auditável. Para qualquer fonte que permita dizer “esse cluster demonstrou esse comportamento” em vez de “esse cluster provavelmente tem esse perfil”.


Precision Marketing na prática: o que muda no dia a dia

Para uma agência, é aplicar os princípios de Precision Marketing significa começar o planejamento pela pergunta “quem é o cluster que mais se aproxima, ou literalmente se encaixa, no universo potencial ideal para esse anunciante?” e só depois abrir a conversa sobre canais e formatos.

Para um anunciante, é questionar segmentações e exigir mais do dado que sustenta a audiência: de onde veio, como foi construído, como foi refinado, quais os critérios, filtros e atributos aplicados.

Para qualquer profissional que toma decisão de compra de mídia, significa entender que o criativo, o canal e o formato são variáveis de execução. A variável estratégica que precede todas as outras é a audiência.

Quando essa sequência está correta, o resto do trabalho fica mais fácil, e mais justificável.

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Brasil em Cannes: os cases que ganharam Leões

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O Brasil voltou a mostrar em Cannes uma força que vai além da criatividade pela criatividade. Os cases premiados combinam cultura, mídia, tecnologia, comportamento e ideias simples de entender, exatamente o tipo de construção que transforma campanhas em conversa.

O principal destaque foi “Cupom em Campo”, da GUT São Paulo para Mercado Livre, vencedor do Grand Prix em Outdoor. A campanha transformou o gramado do Pacaembu em um código de barras gigante, permitindo que o público escaneasse a imagem durante a transmissão de uma partida e acessasse descontos em tempo real.

A LePub também levou Ouro com “Podia ser uma Heineken”, campanha criada para Heineken que conectou mídia exterior, comportamento social e o convite para encontros presenciais. Já a VML conquistou Ouro com “The Last Coke in the Desert”, para Coca-Cola, ao valorizar pequenos comerciantes que mantêm a bebida gelada mesmo em regiões remotas.

Na área de Health & Wellness, a Publicis Brasil foi premiada com “Save the Day”, para o Grupo Pulsa, iniciativa que transformou o dia de folga após a doação de sangue em uma oportunidade para jogar, aproximando a causa do universo gamer.

A Africa Creative também apareceu entre os Ouros com “Searching for Birds on Wires”, para Abradee, usando o áudio como ferramenta para chamar atenção aos riscos enfrentados por aves em fios elétricos.

Outro destaque veio em Design, com “Dancebook Brasil”, da Lovely para Bradesco, projeto que registrou danças brasileiras em partituras coreográficas, preservando movimentos culturais como samba, frevo, toada e chula.

Mais do que celebrar troféus, os cases brasileiros mostram uma direção importante: criatividade premiada hoje não vive só da grande ideia. Ela precisa conectar contexto cultural, uso inteligente de mídia, comportamento real e uma execução simples o suficiente para ser entendida rápido e forte o suficiente para circular.

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Data Lions: quando o uso dos dados ajuda a criar novas idéias e experiências.

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O Creative Data Lions surgiu em 2015 como resposta a uma mudança de mercado: o dado deixava de ser camada de mensuração para virar matéria-prima de criação, de produtos, serviços e experiências, não só de argumento de campanha.

A categoria nasceu para reconhecer trabalhos em que dados, tecnologia, estratégia e criatividade atuam juntos para gerar impacto real. Não basta usar dado como prova de resultado. O ponto é mostrar como a inteligência de dados pode ser a base da própria ideia, o esqueleto, não a maquiagem.

Logo no primeiro ano, a categoria recebeu 609 inscrições e premiou 28 trabalhos. O júri decidiu não dar Grand Prix naquela edição, justamente por entender que a régua ainda estava sendo desenhada.O Brasil apareceu com um Leão de Bronze para “Meeting Murilo“, da Huggies/Kimberly-Clark (agência Mood).

O primeiro Grand Prix só veio na edição seguinte, em 2016: “The Next Rembrandt“, para o ING, criado pela J. Walter Thompson Amsterdam, um quadro impresso em 3D, treinado com dados de 346 pinturas originais de Rembrandt, que também levou o Grand Prix de Cyber no mesmo ano.

Para nós da Hands, Creative Data sempre foi a parte da premiação com maior expectativa, não pelo tema em si, mas porque conversa direto com como enxergamos mídia, comportamento e tecnologia: dado não como fim, mas como infraestrutura para criar contexto, resolver problema e gerar ação.

Em 2026, a categoria recebeu 391 inscrições e premiou 13 cases: 1 Grand Prix, 2 Ouros, 4 Pratas e 6 Bronzes. O Brasil chegou com 5 finalistas e converteu 2 Leões, Prata para “Unwatched Goals“, da Africa Creative para a Brahma, e Bronze para “Nigrum Corpus“, da Artplan para IDOMED e Instituto Yduqs (que também levou o Grand Prix de Glass: The Lion for Change nesta edição, tornando-se a primeira campanha brasileira a vencer dois Grand Prix diferentes na história do festival).

O Grand Prix mostrou onde a régua está agora

O Grand Prix de Creative Data 2026 foi para SOS POS, criado pela Circus Grey Lima para o BCP, o maior banco do Peru. E o que esse case prova é o oposto do que a maioria do mercado assume sobre “dado criativo”: não é sobre complexidade, é sobre encontrar um problema e entender como o uso inteligente de dados pode resolvê-lo, nesse caso ainda com o brilhantismo de utilizar uma infraestrutura já existente.

O ponto de partida é um problema concreto: no Peru, mais de 4 mil celulares são roubados por dia. O ladrão desbloqueia o aparelho em minutos e esvazia contas pelos apps bancários antes que a vítima consiga reagir. Todo banco tem linha de emergência para bloqueio, mas como ligar sem o celular? A pessoa depende de pedir emprestado, ou correr até uma agência, perdendo os minutos que mais importam.

A resposta do BCP não foi criar um canal novo, foi reaproveitar uma infraestrutura que já está em praticamente toda esquina: a maquininha de cartão. O POS (máquina de cartão de crédito) deixou de ser só ponto de venda e virou ponto de bloqueio de emergência. A vítima vai até o comércio mais próximo, digita documento e senha em qualquer maquininha participante, e a conta é bloqueada na hora, sem app, sem ligação, sem depender do aparelho roubado. O banco mapeou as regiões de maior incidência de furto e instalou mais de 17,5 mil pontos de bloqueio, cada um a menos de dois minutos de distância, com meta de chegar a 120 mil ao longo de 2026.

O que faz esse case ser forte em Creative Data não é sofisticação técnica, é o contrário disso. A ideia usa dados de localização (onde o roubo acontece mais), dado de autenticação (documento + senha) e uma rede física já madura (a malha de POS) para resolver, em minutos, um problema que hoje custa horas. Simples, rápido, escalável, e sem inventar nenhuma tecnologia nova. A criatividade estava em reconhecer que o dado certo já existia dentro de um sistema que ninguém tinha pensado em usar daquele jeito.

É a mesma lógica que sustenta qualquer estratégia de segmentação geolocalizada: o valor não está em coletar mais dados, está em reconhecer o padrão que já está ali, visita, frequência, permanência e transformar isso em ação no momento certo. O SOS POS não inventou uma nova camada de dado. Ele leu o que já tinha, e resolveu um problema real com ela.

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Hands em Cannes: conteúdo, relacionamento e Brasil na torcida

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A Hands esteve na 73ª edição do Cannes Lions, o principal festival internacional de criatividade. Realizado anualmente na Riviera Francesa, o evento reúne agências, anunciantes, produtoras, big techs, creators, plataformas e lideranças que ajudam a definir os próximos movimentos da indústria.

Em 2026, o festival recebeu mais de 13 a 15 mil profissionais de mídia, tecnologia e publicidade de mais de 90 países, além de mais de 500 speakers e 150 horas de conteúdo ao longo da semana. Na premiação, foram 20.050 inscrições vindas de 92 países, queda de 25,46% em relação às 26.900 inscrições de 2025. A redução veio no mesmo ano em que o Cannes Lions adotou padrões mais rígidos de integridade para as inscrições, em resposta a debates sobre autenticidade, uso de IA, resultados inflados e transparência dos cases.

Nesta edição, a maior expectativa era entender como a inteligência artificial entraria na pauta depois de um 2025 marcado por debates, excessos e dúvidas sobre seu impacto real na criatividade, nos negócios e na operação de marketing.

Ao longo da semana, ficou claro que a discussão sobre IA já não é mais uma discussão sobre novidades. O tema apareceu conectado à criatividade, produtividade, reputação, cultura, confiança e, principalmente, à capacidade das marcas de manterem relevância em um ambiente cada vez mais automatizado.

Demis Hassabis, cofundador e CEO do Google DeepMind, dimensionou a escala da mudança em conversa no palco do Palais: nos próximos 10 a 15 anos, disse ele, a IA pode inaugurar “quase uma nova era humana”. A fala ajuda a entender por que o tema deixou de ser tendência lateral e virou centro da agenda, mas também é bom lembrar que é a visão de quem lidera um dos laboratórios que mais lucra com essa aceleração. Vale ouvir, não vale comprar sem checar.

Byron Sharp, do Ehrenberg-Bass Institute, maior centro de pesquisa de marketing do mundo, localizado na University of South Australia, e escritor do livro How Brands Grow (Como as Marcas Crescem), puxou a conversa de volta pra disciplina, dividindo palco com Mark Ritson numa sessão que lotou o Debussy Theatre. O ponto central deles: o trabalho de marca não é sobre o que a marca significa, é sobre o que evoca a marca, ativos distintivos, repetidos sem cansar, por tempo suficiente pra virarem atalho de memória. A provocação prática foi: todo mundo diz acreditar em consistência, mas a maioria das marcas muda de assinatura visual, tom e formato antes mesmo do público reparar que aquilo virou reconhecível. Automação e produção em massa de conteúdo turbinam exatamente esse problema, geram mais variação, não mais consistência.

Onde a conversa humana virou vantagem competitiva

Laura Nestler, EVP de Community do Reddit, levou a discussão para outro território: num mundo saturado de conteúdo gerado por IA, a conversa humana real, estranha, contraditória, imperfeita, passa a carregar sinal que nenhum modelo sintetiza de graça. É por isso que o Reddit chegou a Cannes 2026 vendendo justamente isso como diferencial de plataforma: inteligência de comunidade que “máquinas sozinhas não replicam”. Não é discurso sobre autenticidade, é posicionamento comercial direto contra o excesso de conteúdo gerado por IA que está inundando todo o resto da internet.

Asmita Dubey, Chief Digital & Marketing Officer da L’Oréal, trouxe um dado difícil de ignorar: hoje existem meio milhão de pessoas falando em nome das marcas da L’Oréal de forma autêntica, os creators. E ela também apontou pra onde a disputa está indo em seguida: como LLMs viram a nova porta de entrada pra descoberta de produto, a pergunta que toda marca vai precisar responder é se ela está sendo citada na “camada de resposta” desses modelos, o novo campo de batalha de SEO, só que sem clique, sem página, sem controle editorial da marca sobre o que é dito.

Tessa Lyons, VP de Produto do Instagram, esteve  no palco da Rotonde com o artista Daniel Arsham, que cria esculturas e instalações surrealistas que transformam objetos modernos do nosso quotidiano como carros, consoles de videogames e personagens da cultura pop em artefatos desgastados pelo tempo, utilizando materiais como cinza vulcânica, selenita, quartzo e cristal. O papo abordou como ferramentas de IA podem ampliar repertório e velocidade de produção, mas sem que isso substitua a intenção criativa humana por trás da ideia. O deslocamento que a sessão propôs foi menos “IA substituindo pessoas” e mais “como ferramentas escalam produção sem esvaziar critério”.

Oprah Winfrey, apresentadora, produtora, empresária e uma das maiores personalidades da mídia global, foi homenageada com o Cannes LionHeart 2026, uma das principais distinções do festival para lideranças que usam criatividade, influência e voz pública para gerar impacto positivo. Em conversa com Phil Thomas, chairman do Cannes Lions, no Lumière Theatre, ela levou a discussão para intenção, confiança e legado. A frase que resume o tom da participação foi “my heart is my brand”: a ideia de que marca forte não nasce apenas de alcance, consistência visual ou presença midiática, mas de uma verdade reconhecível por trás de tudo o que se comunica. 

REC Maison by Hands

A nossa presença em Cannes foi além da agenda “oficial” do Festival e contou com um espaço especial na Riviera Francesa.

Em parceria com o Reclame e o Multishow marcamos presença com a REC Maison by Hands, uma casa aonde recebemos clientes, parceiros e profissionais do mercado para cafés, drinks e conversas ao longo da semana. 

O grande momento da Maison foi o dia do jogo do Brasil vs Escócia, no qual recebemos mais de 300 pessoas para torcer juntas pelo Brasil em pleno território francês. E acho que deu sorte heim!

Confira mais sobre a Rec Masion by Hands aqui e aqui.

Cobertura Hands + Reclame / Multishow

Além dos encontros presenciais, a Hands também esteve conectada à cobertura do Reclame no Multishow, acompanhando bastidores, entrevistas e análises sobre os principais acontecimentos do Cannes Lions.

Cannes 2026 repetiu “IA” em todo palco relevante. Mas o padrão dos cases premiados foi outro: quando qualquer marca produz volume infinito com um prompt, volume vira o mínimo esperado, não vantagem. O Grand Prix de Creative Data não foi pra quem coletou mais dados, foi pra quem reconheceu o dado certo dentro de uma infraestrutura que ninguém tinha pensado em reaproveitar. É a mesma lógica que sustenta tudo o que a Hands faz: a vantagem não está em produzir mais, está em provar que o dado é comportamento real, não simulação.

Quatro pontos se destacaram: (1) a criatividade segue central, mas precisa estar cada vez mais conectada a contexto e aqui que os dados podem fazer a diferença; (2) o dado deixou de ser apenas ferramenta de segmentação e passou a ser infraestrutura para sustentar a tese dos projetos e cases; (3) comunidades estão ganhando mais peso do que recortes demográficos genéricos e (4) a inteligência artificial já começa a ocupar a operação de mídia, distribuição e otimização, mas ainda não substitui a criatividade, sendo na verdade uma ferramenta que precisa ser considerada para dar maior escala, customização e experiência para as idéias.

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